A canjica sem açúcar adicionado e sem lactose fica tão cremosa quanto a versão tradicional quando você substitui o leite de vaca por uma combinação de leite de coco e leite de castanha de caju, que juntos entregam gorduras boas, textura aveludada e sabor de festa junina de verdade, sem precisar de leite condensado nem adoçante artificial.
Se você ainda acha que abrir mão do leite convencional significa abrir mão da cremosidade, essa receita vai mudar sua opinião. E rápido. 😋
Canjica sem lactose fica cremosa de verdade?
Fica, sim. E o segredo está na combinação certa de leites vegetais. O leite de castanha de caju tem uma textura naturalmente aveludada que imita o corpo do leite integral sem entregar nenhum rastro de lactose. Já o leite de coco traz gordura suficiente pra dar brilho e aquela consistência que gruda no milho e faz a diferença na colherada.
Juntos, os dois criam um caldo que envolve cada grão de milho com cremosidade de verdade. Sem leite condensado, sem açúcar refinado, sem lactose. Só o sabor que você conhece desde criança.
E não é só uma questão de preferência: de acordo com dados do laboratório de genética Genera, cerca de 51% dos brasileiros têm predisposição genética à intolerância à lactose. Ou seja, para mais da metade do país, uma canjica sem leite de vaca não é uma opção "fit", é simplesmente mais confortável de comer.
"A intolerância à lactose é considerada o tipo de intolerância alimentar mais comum em todo o mundo. No Brasil, cerca de 51% da população tem tendência genética a intolerância a lactose." (Genera, laboratório de genética)
Canjica, mungunzá ou outro nome? Depende de onde você mora
Esse prato tem gosto de festa junina em todo o Brasil, mas o nome muda bastante dependendo da região. No Sul e no Sudeste, o milho branco cozido com leite e canela se chama canjica. No Norte e no Nordeste, esse mesmo prato é o mungunzá. Já em Minas Gerais, tem gente que conhece como piruruca ou canjica grossa. No Rio de Janeiro, canjiquinha. No Centro-Oeste, chá-de-burro.
As duas palavras mais comuns, canjica e mungunzá, vêm do quimbundo, língua africana falada em Angola, e chegaram ao Brasil com toda a força da influência africana na culinária nacional. "Mu'kunza" significa, literalmente, milho cozido. É história e afeto em cada tigela.
Aqui na receita, chamamos de canjica, mas você pode chamar do nome que quiser. O sabor é o mesmo. ✨
Ingredientes e modo de preparo passo a passo
- 100g de canjica (milho branco), hidratada por 12 horas e cozida na pressão até ficar macia
- 220ml de leite de castanha de caju (pode ser caseiro ou comprado pronto)
- 200ml de leite de coco
- 50g de stévia (ou a quantidade que preferir, ajuste ao gosto)
- 2 paus de canela
A stévia aqui é o adoçante que substitui o açúcar refinado sem deixar rastro amargo quando usada na medida certa. O resultado é uma canjica com sabor equilibrado e sem açúcar adicionado, pronta pra qualquer pessoa curtir, desde quem monitora o consumo de açúcar até quem simplesmente prefere ingredientes mais limpos.
- Hidrate o milho: coloque os 100g de canjica em um bowl, cubra com água e deixe de molho por pelo menos 12 horas. Quanto mais tempo, mais rápido cozinha e mais macia fica a textura final.
- Cozinhe na pressão: escorra a água do molho, coloque o milho na panela de pressão, cubra com água nova e cozinhe por cerca de 30 a 40 minutos após pegar pressão. O ponto certo é o grão macio, que amassa levemente entre os dedos.
- Acrescente os leites e a canela: com o milho já cozido e ainda na panela, adicione os 220ml de leite de castanha de caju, os 200ml de leite de coco e os 2 paus de canela. Leve ao fogo médio-baixo, sem tampa.
- Incorpore a stévia: adicione os 50g de stévia e mexa bem. Prove e ajuste a doçura se necessário.
- Reduza até cremosidade: cozinhe por mais 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando, até o caldo engrossar e envolver os grãos. O ponto certo é quando a mistura fica com consistência cremosa mas ainda fluida, não seca.
- Sirva: retire os paus de canela, distribua em tigelas e finalize com canela em pó por cima se quiser. Pode ser servida quente ou gelada.
Por que o leite de castanha de caju faz diferença e dicas de variação
A castanha de caju é a base da linha seedz e tem uma propriedade que poucas pessoas conhecem: ela é a castanha com maior capacidade de cremosidade entre todas. Quando batida com água, vira um leite naturalmente espesso, com sabor suave e neutro que combina com tudo, de receitas doces a salgadas.
Essa textura vem da composição da castanha: rica em gorduras insaturadas, proteínas e minerais como magnésio e zinco, ela cria um leite vegetal com corpo, diferente da maioria dos outros leites vegetais que ficam aguados. Na canjica, isso significa que o caldo não some depois que esfria. Ele abraça o milho.
A castanha de caju também é a base de toda a linha de biscoitos salgados seedz: farinha de castanha de caju, azeite extravirgem e ingredientes que você conhece. O mesmo ingrediente que faz a canjica cremosa é o que faz o biscoito crocante e saciante.
| Variação | Como adaptar | Resultado |
|---|---|---|
| Mais cremosa | Aumente o leite de castanha para 300ml e reduza mais no fogo | Caldo mais denso, quase pudim |
| Mais aromática | Adicione 2 cravos-da-índia junto com a canela | Perfume de festa junina mais intenso |
| Versão gelada | Leve à geladeira por 2h depois de pronta | Fica mais espessa e refrescante no calor |
| Com coco ralado | Finalize com coco ralado sem açúcar por cima | Textura extra e sabor tropical |
Festa junina inclusiva e a seedz por trás da receita
A tendência das festas juninas em 2026 é clara: adaptar os pratos tradicionais pra versões sem glúten, sem lactose e veganas, sem abrir mão do sabor. O que antes era uma necessidade de quem tinha restrição alimentar virou um cuidado coletivo, uma forma de garantir que todo mundo possa comer o mesmo prato na mesma mesa.
Além dos 51% dos brasileiros com predisposição genética à intolerância à lactose, dados da FENACELBRA apontam que cerca de 2 milhões de brasileiros são celíacos, a maioria ainda sem diagnóstico. São pessoas que chegam em qualquer arraiá e precisam checar cada tigela antes de provar.
A Seeds Brazil Alimentos Naturais, a marca seedz, foi fundada em 2016 no Rio de Janeiro com uma proposta direta: criar snacks artesanais 100% veganos, sem glúten, sem lactose e sem açúcar adicionado, feitos com ingredientes que você consegue ler no rótulo. A fábrica fica em São Cristóvão, no Rio, e toda a linha é produzida por lá.
Se você quer levar um pouquinho desse sabor pra um aperitivo antes da canjica, os Crackers de Alecrim seedz e os Crackers de Gergelim seedz são ótimos companheiros de tábua pra começar qualquer festa. Sem glúten, sem lactose, sem açúcar adicionado. 👌
Perguntas frequentes sobre canjica sem açúcar e sem lactose
Posso usar qualquer tipo de stévia?
Sim. O que muda é a concentração: a stévia em pó costuma ser mais concentrada que a líquida. Comece com menos do que a receita indica, prove e ajuste. Stévia de qualidade não deixa amargor residual quando usada na medida certa.
É possível fazer o leite de castanha de caju em casa?
Sim. Deixe a castanha de molho por 8 horas, escorra, bata no liquidificador com água filtrada na proporção de 1 xícara de castanha para 3 xícaras de água. Coe se quiser uma textura mais fina. O resultado é um leite cremoso e suave, pronto pra usar na canjica.
Quanto tempo dura essa canjica na geladeira?
Até 3 dias em recipiente fechado. O leite de coco pode se solidificar um pouco com o frio, o que é normal. Basta aquecer em fogo baixo ou microondas e misturar bem antes de servir.
Por que tanta gente tem intolerância à lactose no Brasil?
Segundo o laboratório de genética Genera, 51% dos brasileiros têm predisposição genética à intolerância à lactose. Trata-se de uma condição em que o organismo produz quantidades insuficientes de lactase, enzima necessária para digerir o açúcar do leite. A condição é muito mais comum em populações com herança africana, indígena e asiática, que formam a base da população brasileira.
Essa receita é vegana?
Sim. Não tem nenhum ingrediente de origem animal: nem leite de vaca, nem leite condensado, nem mel. Os adoçantes e os leites vegetais são 100% de origem vegetal. É uma receita naturalmente vegana, sem precisar de substituições complicadas.
Posso substituir a stévia por outro adoçante?
Pode. Tâmaras batidas com um pouco da água de cozimento do milho funcionam bem e adoçam naturalmente, sem adoçante industrializado. Eritritol também é uma opção. O que não recomendamos é usar açúcar refinado ou açúcar de coco, que tornariam a receita uma versão com açúcar adicionado, perdendo o propósito.
Posso fazer na panela comum, sem pressão?
Pode, mas o tempo muda bastante. Sem panela de pressão, o milho leva de 2 a 3 horas para amaciar completamente, mesmo depois do molho de 12 horas. Fique de olho no nível de água e complete sempre que necessário para não secar.
Crackers artesanais pra completar a mesa de festa junina
Feitos com farinha de castanha de caju, sem glúten, sem lactose e sem açúcar adicionado: os crackers seedz são o aperitivo certo pra qualquer arraiá mais consciente.







