O shake de beterraba crua com banana congelada e leite vegetal que viralizou no Instagram é uma opção prática de lanche com ingredientes simples, sem açúcar adicionado, e que surpreende pelo sabor suave e pela textura cremosa, especialmente quando a beterraba é cortada em cubos pequenos antes de ir ao liquidificador.
Por que esse shake de beterraba viralizou no Instagram?
A combinação parece estranha, mas faz sentido quando você analisa cada ingrediente. A beterraba crua tem sabor terroso e levemente adocicado que, no liquidificador, some quase completamente. A banana congelada traz cremosidade e dulçor natural sem precisar de nenhum adoçante. O leite vegetal amarra tudo com leveza e dá um resultado bem diferente do que a maioria espera.
Além disso, a receita tem tudo que o algoritmo favorece: preparo rápido, resultado visualmente impactante com aquela cor roxa intensa e ingredientes que qualquer pessoa encontra no mercado. Sem complicação, sem lista de aditivos.
O que a beterraba crua tem que a cozida não tem?
Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), 100g de beterraba crua entregam cerca de 49 calorias, 3,4g de fibras e boas quantidades de potássio, folato e vitamina C. Quando a beterraba é cozida, parte dessas fibras e micronutrientes se perde na água de cozimento. Usar crua no shake preserva o perfil nutricional mais completo.
A beterraba é também fonte de nitratos naturais: compostos que o organismo converte em óxido nítrico, substância que auxilia na vasodilatação e na circulação sanguínea. As fibras presentes auxiliam no funcionamento do intestino e no controle dos níveis de açúcar no sangue, tornando-a uma escolha interessante em qualquer horário do dia.
Ingredientes e modo de preparo
A receita original usa:
- 1 banana congelada (a textura muda completamente quando congelada)
- 160g de beterraba crua, descascada e cortada em cubos pequenos
- ½ xícara de aveia em flocos (veja o aviso abaixo para celíacos)
- 1 xícara de leite vegetal (leite de castanha de caju, como no vídeo original)
- 1 xícara de água
O preparo é direto: todos os ingredientes no liquidificador e bata por cerca de um minuto em velocidade alta. Sem cozinhar, sem escaldar. A cor roxa-arroxeada fica intensa e bonita, do tipo que você fotografa antes de beber.
O cheiro ainda carrega um toque terroso da beterraba. Não é desagradável, mas é marcante. Quem tem resistência a aromas mais vegetais pode sentir estranhamento nesse ponto.
Sabor, textura e saciedade: o resultado real
O sabor surpreende positivamente. A banana congelada domina o perfil, a beterraba fica em segundo plano e a aveia dá corpo sem deixar o shake pesado. A textura é cremosa de verdade, diferente de shakes com vegetais que costumam ficar aguados.
A saciedade também é real. A combinação de fibras da beterraba, carboidratos de liberação mais lenta da aveia e a gordura natural do leite de castanha de caju resulta num lanche que sustenta bem, sem pico de fome em 30 minutos.
Aviso importante para quem tem doença celíaca
A receita usa aveia convencional. No Brasil, a aveia é frequentemente cultivada e processada junto com trigo, o que pode causar contaminação cruzada com glúten. Se você tem doença celíaca ou sensibilidade ao glúten, busque especificamente aveia com certificação sem glúten, processada em planta industrial dedicada exclusivamente a isso. A versão sem essa certificação não é indicada para celíacos.
Uma alternativa prática é substituir a aveia por 1 colher de sopa de sementes de chia, deixando hidratar por 10 minutos antes de bater. O resultado também fica cremoso e encorpado.
Vale ou não vale?
Vale, com alguns ajustes dependendo do seu contexto.
Vale se você:
- Quer um lanche que sustente de verdade, feito em menos de cinco minutos
- Busca formas práticas de incluir mais vegetais na rotina sem esforço
- Não tem restrição à aveia convencional ou usa a versão certificada sem glúten
- Curte um café da manhã diferente do habitual
Adapte se você:
- For celíaco ou tiver sensibilidade ao glúten: troque por aveia certificada sem glúten ou use sementes de chia
- Não tiver leite de castanha de caju: qualquer leite vegetal funciona, leite de amêndoas ou de coco deixam resultado igualmente cremoso
- Quiser mais proteína: adicione uma colher de pasta de amendoim integral ou um punhado de castanhas
O maior acerto dessa receita é a simplicidade dos ingredientes. Não tem xarope, não tem açúcar escondido, não tem lista de aditivos. Quando a lista de ingredientes cabe numa frase, é sempre um bom sinal.
Dica prática: corte a beterraba em cubos bem pequenos antes de bater. A beterraba crua é dura e pedaços grandes podem deixar fibras soltas em liquidificadores menos potentes. Quanto menores os cubos, mais cremoso fica o resultado.
Perguntas frequentes sobre o shake de beterraba
Posso usar beterraba cozida no lugar da crua?
Sim, é possível, mas o perfil nutricional muda um pouco: parte das fibras e micronutrientes se perde durante o cozimento. A beterraba crua também dá uma textura mais encorpada ao shake. Se o liquidificador for menos potente, cozinhar levemente facilita o processo.
Esse shake tem muito açúcar?
Não há açúcar adicionado na receita. O dulçor vem da banana e da beterraba, que são fontes naturais de carboidratos. A aveia e a gordura do leite vegetal ajudam a moderar a velocidade de absorção desses carboidratos pelo organismo.
O shake de beterraba é indicado para celíacos?
Com aveia convencional, não. A aveia pode ter contaminação cruzada com glúten no processamento industrial. Para celíacos, substitua por aveia com certificação sem glúten ou use sementes de chia como substituto para dar corpo à bebida.
Quanto tempo leva pra preparar o shake?
Menos de cinco minutos, contando o tempo de descascar e cortar a beterraba em cubos pequenos. Se a banana já estiver congelada no freezer, é só reunir os ingredientes e bater por cerca de um minuto em velocidade alta.
Posso preparar o shake na véspera e guardar na geladeira?
Pode, mas o ideal é consumir em até 24 horas. Com o tempo, a beterraba oxida e a cor pode mudar levemente. Guarde em recipiente fechado e agite bem antes de beber. O sabor se mantém, mas a textura pode ficar um pouco menos cremosa.
Qual leite vegetal funciona melhor nessa receita?
Leite de castanha de caju, amêndoas ou coco são os que deixam textura mais cremosa. Leite de arroz tende a deixar o shake mais aguado. Qualquer versão sem açúcar adicionado é a escolha mais indicada para manter o perfil da receita original.
Dá pra adicionar proteína em pó nesse shake?
Sim. Whey protein neutro ou proteína vegetal em pó (ervilha, por exemplo) se integram bem à receita sem alterar muito o sabor. Adicione uma dose junto com os demais ingredientes antes de bater. Ajuste a quantidade de líquido se necessário para manter a cremosidade.
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